25 julho 2005

O momento da importância indiscutível da vocação

Um momento de grave crise pessoal ou nacional é o momento em que se nota a indiscutível importância da vocação. Nada mais há com que se possa contar; a crise mostra toda a sua cara; nenhum malabarismo ou prestidigitação tem o poder de criar soluções ilusórias.

Um exemplo histórico recente desta condição foi a crise da Argentina. A falência dos empregadores de toda espécie colocou os argentinos numa situação extrema: cada um teria de providenciar os meios capazes de garantir a vida. Nessas horas, não adianta apenas “bater o cartão de ponto” e pendurar o paletó na cadeira para enganar que está trabalhando. Nessas horas, o que cada um tem de fazer exige seu comprometimento total, do sentimento, da vontade e do intelecto. Isso é o mesmo que dizer que cada um tem que agir conforme a sua vocação.
Os ocupantes de cargos de governo ou empresas, se querem tirar o país daquela situação extrema, teriam de ser os mais competentes e capazes de responder às exigências reais da situação.
O filme "O outro lado da nobreza" (Restoration - EUA, 1995 - 113 min.), com direção de Michael Hoffman, com Robert Downey Jr., Meg Ryan, Sam Neill e Hugh Grant também mostra magistralmente esta verdade: o personagem central da história, vocacionado à medicina, só se compromete totalmente com sua vocação quando perdeu tudo inclusive e principalmente o maior amor de sua vida. Aí só lhe restou o que era dele, estava nele e só poderia ser feito por ele. Foi quando então até o rei o saudou como a um nobre.

É quando não resta mais nada à pessoa que sua vocação mostra toda sua força, pois na verdade é a única coisa que resta e é a primeira e mais importante de todas. Ela é o coringa que Deus deu para cada um de modo a capacitá-lo a ser vitorioso no jogo da vida.

5 comentários:

Anônimo disse...

Caeo Sr. Joel, meu nome é Rafael Campso, e sou amigo do Sidney Cunha, que indicou seu blog, e sempre comenta sobre as conversas que tem com o Sr.

Bom, parabéns pelo conteúdo do seu blog, já sou freqüentador dele.

um abraço.

Rafael Campos

Anônimo disse...

blog legal um abraço

Joel disse...

Agradeço muitíssimo suas gentis palavras. Espero poder sempre fazer jus a elas.
Abraços.

Anônimo disse...

Caro Sr. Joel, sou Andréia, ler seus artigos me fazem refletir sobre as decisões que devo tomar e agir. A ação é tudo, me sentir culpada, é me sentir fracassado. Mas o fracasso faz parte do processo. O x da questão é encontrar uma forma mais assertiva de encontrar a profissão certa. Quem já passou pelo processo de enfrentar uma faculdade, de acreditar na profissão, etc e tal é diferente daquele que irá se reencontrar, mudar de profissão, o processo é mais cauteloso, meticuloso, talvez até amedrontado.
Abraços

Joel disse...

Andréia,

as coisas são de fato como você diz. Porém, é indiscutível que o diploma superior é a condição primeira e fundamental para se disputar, no Brasil, algum encaixe profissional.

Tenha em mente que mesmo que, devido às circunstâncias, não lhe seja possível trabalhar diretamente naquilo que sente combinar com sua vocação (que se manifesta como um forte gosto e senso de responsabilidade por algo que, de certa maneira, não é da sua conta e nem é seu dever legal atender), ainda assim deve incluir em sua vida, mesmo a título de hobby, o que confere sentido à sua vida. Se você não conseguir ganhar dinheiro com o que pagaria para fazer, ganhe dinheiro para fazer o que confere sentido e valor à sua vida.

Felicidades